segunda-feira, janeiro 24, 2005

Debate Louça - Portas

Ouvi vários comentários na blogosfera, mas não vi o debate entre o Francisco Louça e o Paulo Portas em directo. Por acaso estava ontem a ver a SIC Notícias quando o repetiram. Os meus comentários a um debate razoavelmente informativo:
- Louça atacou bem o governo nalguns pontos chave: desemprego, politica fiscal bancária, aborto, reformas
- Portas defendeu-se relativamente bem dando alguns exemplos do seu ministério, evitando falar pelo governo.
- Louça teve o momento mais alto do debate quando Portas de forma atabalhoada e algo "esquizofrénica" fugiu de explicar porque é que uma mercearia paga 25% de IRC e os bancos pagam só 15% (do que não conseguem passar pelo off-shore da Madeira) neste OE. No final lá disse que excepto a CGD todos na realidade pagam bem menos que isso => empresas de qualquer ramo, se conseguirem fugir aos impostos ficam a saber que recebem uma redução maior no IRC :). TB não conseguiu justificar porque é que não há um registro obrigatório de todo o movimento de capitais para fora do país, permitindo assim a fuga aos impostos.
- Louça teve o momento mais baixo do debate quando Portas defendeu a actual lei do aborto pelo direito à vida do feto e Louça interrompeu a dizer que ele não sabia o que era gerar uma vida e que apenas ele (Louça), que tinha uma filha, sabia. Mesmo sem entrarmos na conspiração (que já li) de que se tratava de uma alusão às eventuais tendências sexuais de Portas (o que seria muito grave) , foi sem dúvida um comentário muito infeliz. Pior só a reacção de alguma esquerda às críticas, defendendo cegamente um dos seus líderes.

Comentários:

Pior do que isso, ficou-se a perceber que afinal Louçã, o Rei da Tolerância, não é mais do que um homofóbico encapuçado e que só é tolerante para as opiniões que concordam com ele!!!

Quanto ao IRC dos bancos, convém lembrar que foi com este governo que o imposto foi aumentado (salvo erro de 5% para os actuais 15%), aliás, se a este aumento de impostos juntarmos a perda de receitas pela eliminação dos benefícios fiscais (que eram grandes benefícios para os bancos porque podiam ter o capital por longos períodos, pagando juros baixos), talvez se perceba porque é que os banqueiros, foram "fazer queixinhas" ao PR, levando (segundo alguns) à dissolução da AR...  

Depois de lhe chamarem desgravatado, essa do homofóbico encapuçado está do melhor!!!Ah!Ah!Ah!

http://zonafranca.blogspot.com  
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