sábado, janeiro 08, 2005

Um Blog que só fala de Medicina

Parafraseando o Professor Abel Salazar, para muitos considerado o pai da informática moderna:
Um Blog que só fala de Medicina, nem de Medicina fala
Regressa, pelo exposto, o comentário político de Guilty a este Blog, depois de um longo interregno em que me fui abstendo de satirizar, na blogosfera, os partidos da Coligação circense.

De resto, um olhar atento sobre os telejornais dos últimos 30 dias prontamente obviaria a necessidade de qualquer crítica formal:
A começar pela brochura explicativa do OM 2005 a expensas dos contribuintes, passando pelo tabu da coligação descoligada, pelo acordo secreto do Dr. Nobre Guedes com a CECIL, pela homenagem pré-eleitoral do Governo de Gestão ao FCP (estaria também esta já previamente orçamentada no OM 2004?!), ou pelas oportunas visitas pré-eleitorais recorrentes do Ministro de Estado e da Defesa aos estaleiros navais de Viana do Castelo, e terminando no "desinteresse" da Sra. Ministra da Educação pela AR.
(reparem que até me excusei falar do Dr. Pôncio Monteiro, fígura ímpar da elite intelectual Portuense....)

Não pretendo porém, hoje, criticar o Governo (ups...), mas apenas deixar duas notas:
# uma de desagrado pelas infelizes declarações recentes do Dr. Jorge Sampaio a propósito das maiorias parlamentares estáveis,
# outra de sincero agrado pela atitude expedita do Dr. Bagão Félix em relação às dívidas fiscais dos clubes de futebol (que, esperemos, permaneça intransigente e culmine na penhora das receitas de bilheteira).

E mais não digo.

Comentários:

Eu por acaso tive oportunidade de ouvir a entrevista na íntegra e concordo com o PR (que por sua vez estava a concordar com o Pacheco Pereira). É verdade que a curto prazo isto dava jeito ao PS (daí todos os outros terem criticado). Mas se esta alteração fosse feita, obviamente que já não seria para estas eleições, e penso que seria bom para o país. Não seria preciso mudar a representatividade da AR. Bastava ao partido que tinha mais deputados, ter direito a mais x votos.

Isto é dar condições para o partido vencedor trabalhar, e no final é avaliado, sem ter que estar a perder o tempo a fazer coligações e a ter que ceder em alguns pontos.  

Tive que te provocar para voltares cá??? Já estava com saudades tuas Guilty... Welcome back...

Quanto às "maiorias parlamentares estáveis" elas podem existir mesmo sem coligações. Basta que o partido tenha maioria absoluta e só assim representa a maioria da população, pelo que só assim deverá governar livremente... Acho uma inversão do sistema, ter, por exemplo um partido com 30% dos votos a governar livremente baseado numa maioria parlamentar que não é do agrado de 70% dos portugueses...
Para isso é melhor reduzir os poderes da assembleia da república e o governo eleito pode governar sem ter apoio parlamentar... aproveita-se para reduzir o número de deputados, funciona em "part-time" (tipo assembleia municipal que reúne 1 vez por mês) e aproveita-se para poupar dinheiro...  

Olha que reduzir os poderes da AR tb não era mau. Já agora mesmo hoje em dia um partido só precisa de cerca de 43% dos votos para ter maioria absoluta. Se contarmos que só votam cerca de 2/3 dos eleitores, chegamos à conclusão que nenhum partido representa o povo.  
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