terça-feira, janeiro 18, 2005

Um, dois, três, diga lá outra vez...

TG:
Dr. Pedro Santana Lopes, por um passe para o Palácio de S. Bento, diga-nos lá exemplos de Coerência, como por exemplo: "Agora vou na mesma baixar o IRC".
Um, dois, três, diga lá outra vez!

PSL:
1. Agora digo que vou baixar o IRC ... mas afinal agora já não vou!
2. Agora digo que não vou propor um referendo ao aborto ... mas afinal agora viabilizarei qualquer proposta para a realização do mesmo!
3. Agora sou o Pedro Vaicomtodas, playboizito de segunda ... mas afinal agora vou dar regalias à fiscalidade dos casais, para penalizar as pessoas que vivem em união de facto!

in "Programa de Governo", por PPD-PSD

Comentários:

Oh Guilty,

Agora estiveste mal... Três exemplos mal escolhidos (até podias ter escolhido alguns muito bons...)

ERRO 1. PSL nunca disse que ia baixar impostos. Um secretário de estado disse que isso seria uma medida desejável, mas desde logo o PSL disse que apesar de achar uma boa ideia, não seria praticável.

ERRO 2. PSL disse que o partido se revia na actual lei do aborto, e que portanto não iria propôr nenhum referendo. Contudo, não impossibilita que caso outro partido queira avançar (por não se rever na actual lei), ele concorde em "dar a palavra aos eleitores". É uma afirmação que diz mais do que o que parece...

ERRO 3. Ele não disse que ia dar regalias aos casais para penalizar a união de facto. Disse é que iria DEIXAR DE PENALIZAR o casamento. É público que há actualmente muitos casais a divorciarem-se (apenas legalmente - mesmo continuando juntos), por motivos fiscais e isso não faz sentido nenhum.  

Erro 1. PSL disse, de facto, ainda antes da dissolução da AR, que pretendia baixar o IRC. É público.

Erro 2. Hipocrisia política. Se o partido se revê na actual lei do aborto, para que é que ele sequer precisa de estar a considerar a hipótese de viabilizar o referendo? (Quer dar a mão a Deus e ao Diabo...) Portanto, para PSL, o cidadão é livre de escolher em Democracia (excepto quando se trata de escolher se entra ou não no Barco do Aborto...)

Erro 3. Pedro Santana Lopes disse ontem, textualmente, que "os casais tem que ter alguma regalia, do ponto de vista fiscal, em relação às pessoas que vivem em união de facto".  
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