terça-feira, maio 17, 2005

Um problema grave dos nossos colegas

Parece que saiu uma nova lei (já há alguns meses) que diz que os estrangeiros (incluindo e aplicando-se especialmente aos estudantes dos PALOPs) que estão cá em Portugal com visto de estudante, quando acabarem a licenciatura têm que regressar ao seu país de origem, já que não é renovado o visto e não podem trabalhar.

Se eu pessoalmente concordo que os cidadão dos PALOPs que conseguiram entrar em faculdades portuguesas por vagas especificas para os PALOPs devam depois exercer a sua profissão no seu país de origem, parece-me claro que a lei deveria ser adaptada. Isto porque no caso da Medicina (e de outros cursos que tb precisam de fazer estágios pagos após a licenciatura) o curso dá uma formação muito básica e só com o antigo Internato Geral é que passam a ser autónomos (e ganham alguma experiência prática) e só com um especialização é que depois poderão ser especialmente úteis no seu país de origem. É uma situação dramática de alguns colegas nossos que depois de fazerem o curso cá em Portugal se vêm obrigados a voltar para o seu país de origem sem a formação prática e “especializada” que contavam tirar e que lhes será impossível obter no seu país.
Espero que a situação se resolva.

Comentários:

Conheço mts casos em que vão ficando, ficando, ficando.... E lembrar que mts vêm com bolsas do país de origem.
Sinceramente acho que se é para voltar, deve ser logo a seguir ao curso. Achas q se um médico tirar uma especialidade que dura 5 ou 6 anos - o q juntando ao curso dá pelo menos 12 anos, alguma vez vai voltar? um em 100, apostaria eu!  

PS regressavam ao país de origem após o curso... e se fosse para fazer especialidade, voltavam cá 5 ou 6 anos depois.  

Concordo plenamente com esta nova medida... Os PALOPs entram na faculdade com médias muito mais baixas que os portugueses. Esta enorme regalia enquadra-se no auxílio que Portugal dá à formação de médicos para trabalhar nos países de origem (sem condições para formar profissionais de saúde). Se os estudantes dos PALOPs exercerem Medicina em Portugal o espírito da lei é totalmente adulterado e deixam de fazer sentido as regalias que possuiram no acesso ao Ensino Superior. Se querem ter o mesmo direito dos cidadãos portugueses devem sujeitar-se às mesmas regras desde o acesso à Universidade. Um português não pode ser prejudicado, em relação aos PALOPs apenas porque nasceu em Portugal, situação que ocorria até a lei ser publicada...  

Embora o chamado "brain drain" dos profissionais de saúde africanos seja um dos desafios principais na luta contra a sida neste continente, acho conveniente os PALOPs terminem primeiro a especialização em Portugal antes de regressarem ao país de origem.  

O Internato Geral não servia para nada, a nõa ser uma bolsa de estudos. Ainda bem que acabou!  
Enviar um comentário

«Inicial