segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Hospital S. João investe 70 milhões de euros em remodelação completa

Ver aqui a descrição do plano de obras. A mim parece-me bem.

Comentários:

As obras do HSJoão representam um retrocesso aos tempos medievos.
Com tanto paleio...vão destruir serviços organizados e construir
uma "big enfermaria" dos tipo dos
Hospícios. Tudo ao monte e fé em Deus.
Em nome do combate ao desperdício e no sacrificio da qualidade. Bem para a gestão, mau para os doentes.
É melhor não aplaudir JÁ.
Wait and see.  

No geral esta obras só pecam por tardio.
Em termos particulares vejo com muito agrado a criação do "nursing home" e a maior dignificação do doente e suas condições (incluindo a privacidade).
Contudo não consigo compreender o investimento em novas instalações para serviços de ginecologia, medicina de reprodução, neonatologia e para partos, quando ainda não está definido como se fará com o "Centro Materno-Infantil". Em relação ao número de camas, concordo com a sua redução só não consigo compreender onde vão os alunos (da FMUP) "praticar".
Quanto à defesa do ambiente, porque não instalar alguns paineis solares no telhado para o aquecimento de água? Esta pode ser utilizada nas torneira ou nos aquecedores, isto sim seria uma grande defesa do ambiente.  

Parece-me que existem aqui alguns equivocos e tb mais uma manifestação do pensar portug~^es típico:

- Se não se investe é pq não se investe. Se se decide, FINALMENTE, tentar melhorar um dos maiores Hospitais nacionais que já acusa o peso da idade há muitos anos há sempre alguém que surge a criticar. Há que lembrar que o investimento referido não ultrapassa o que foi gasto em estádios que agora pouca utilidade têm (com poucas excepções).
Não está prevista nehuma "big enfermaria"! o conceito é precisamente o contrário!!Tudo a monte e fé em Deus é como está agora em alguns períodos do ano.

A questão do Centro Materno-Infantil já foi decidida pelo actual Governo: Vai ser junto a Maternidade Júlio Dinis, e pronto!
Isto não invalida contudo que se procedam a melhorias numa área fundamental como a da Obstetricia e Neonatologia.

Aliás, só quem não conhece as condições da actual Unidade de Neonatologia do HSJ(subdimensionada para as muitas e constantes solicitações) - e onde se faz trabalho de muita qualidade graças ao espirito e engenho de quem lá trabalha - pode estranhar a necessidade de obras de remodelação!

E meu caro osso não será por certo com a redução de camas que está prevista que os alunos vão deixar de poder "praticar"!

Quanto aos paineis solares: boa ideia sem dúvida! Um pouco impraticável face à dimensão dos telhados e à dimensão do consumo diário de energia que o HSJ representa - talvez fosse possível com mais uns quantos telhados para instalação dos paineis!!
Pena foi a FCDEF ter ocupado os terrenos por trás do Hospital. Ali poderia ser instalada a Central de Energia Solar que certamente seria necessária o suprimento energético do HSJ...
Que tal uns moinhos de vento!  

Ninguém está contra as obras no sentido de melhorar um serviço público.
Agora a história da big-enfermaria e de um famoso "gestor de camas", não é inventada. Foi comunicada à Imprensa por um alto responsável pela administração do HSJoão.

É melhor que sejamos esclarecidos como é que vai ser.

Para já há pelo menos um serviço que foi fechado à surrelfa - durante um fim de semana. Não será verdade?

Sem condenar as obras, insisto que é melhor esperar para aplaudir.  
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