domingo, dezembro 12, 2004

Acerca da Inteligência Emocional

A inteligência emocional, conceito primariamente apresentado por Daniel Goleman, não tem uma definição clara e inequívoca, e é ainda alvo de muitos estudos, debates, consensos e divergências.
Contudo, uma coisa parece certa: a inteligência emocional permite-nos gerir as nossas emoções e a nossa relação com o meio e com os "outros". Resumindo, é a "arte da interacção". É o que nos permite adaptar a situações adversas, reagir a "choques emocionais" e superar as adversidades. É também uma característica que torna as pessoas em líderes.
Tudo isto para reatar o post de ontem do Betadine... Por ele se viu a necessidade de os médicos terem um elevado QE (quociente emocional), em a sua opinião ser seguida e respeitada, em escolher a melhor abordagem, para transmitir aos seus "clientes" a ciência que possui.
Mas esta Inteligência Emocional é algo de genético, que alguns possuem intuitivamente, muitas vezes sem se aperceberem - mas que os diferencia da restante população; mas é também ao mesmo tempo algo que pode ser treinado, ensinado e aprendido. Se entre nós ainda é algo de obscuro e pouco aceite, por outras paragens faz já parte dos currículos das escolas médicas.
Assim, os médicos aprendem, treinam e aperfeiçoam os seus conhecimentos e atitudes em resolução de conflitos, retórica, relacionamento interpessoal, comunicação multicultural, empatia, auto-conhecimento, auto-domínio e tantos mais.

A nós, resta-nos ir aprendendo com a experiência, com os erros e com as situações de conflito, tantas vezes vividas (essencialmente nos serviços de urgência).



Parabéns ao Campeão do Mundo de Clubes !!!

Os heróis de Yokohama ou, mais uma vez a admiração do Império do Sol Nascente! ou um exemplo de inteligência emocional... Posted by Hello

Comentários:

"A nós, resta-nos ir aprendendo com a experiência, com os erros e com as situações de conflito, tantas vezes vividas (essencialmente nos serviços de urgência)."

Até á 1h de 21 de Janeiro de 1981 era considerado um bébé "saudável". Á 1h30 a minha mãe entra em crises e para se decidir no tipo de parto (nunca poderia ser normal), o médico vai tomar café, demora uma hora e quando volta diz: - é cesariana.
Como é óbvio já foi tarde, faltou-me oxigênio e cá estou eu com uma paralisia cerebral. Coisa pouca, né?!!

É lamentável que pessoas paguem pelos erros de outros. Ando a tratar da carta condução e, para o meu azar, já estou a apanhar como este tipo de "Drs." - mas agora mão ficam impunhes, isto garanto.

Certamente que "Drs." deste "calibre" não criam blogs deste genero e muito menos os vêm. Mas se acontecer, pensem se estão no ramo certo.

Um abraço,
Jeman.
isxpto.blogspot.com  

Olá Jeman,

Antes de mais parabéns pela tua coragem que, mesmo tendo um grave problema de saúde não desistes perante as adversidades.
Quanto ao "erro médico" do qual terá resultado a tua doença, obviamente que não posso comentar porque não conheço o caso, mas digo-te que se de um erro ou negligência da minha parte resultasse uma pessoa com paralisia cerebral, iria carregar esse "fardo" para o resto da vida.
Se, por um lado, de uma negligência nossa podem resultar eventos fatais, também temos todos que ter consciência que o erro faz parte da vida humana. E que sempre existirão erros médicos - temos é que os diminuir ao mínimo e não ser negligentes. Por outro lado, também temos de estar conscientes de que mesmo sem erros, os resultado muitas vezes não são os que nós desejamos.

Não desistas nunca de lutar...  

Lutar é o meu lema. Desistir? O que é isso?

Quanto ao erro, foi mm negligência pq há qua tomar decisões na hora, não ir ao café e passado 1 hora...
Mas enfim... já foi há 23 anos... fardo? hummm, acho que não carregor, mas ok.

Sem querer ser indelicado, não considero a paralisia cerebral uma doença mas mais uma limitação. Sei que não há muita diferença, mas para mim doença soa-me ao coitadinho. Não sei porquê? É mais uma "teoria". ;)

Inté.  
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