quinta-feira, novembro 10, 2005

Diferentes maneiras de enfrentar a vida

Num dia destes, li o título de uma notícia de uma revista semanal, que ia nas mãos de outra pessoa, "Alemanha: A grande geração". Esta era uma reportagem, que pelo que me apercebi, se referia ao empenho da geração alemã, contemporânea à queda do muro de Berlim, na vida política, no desenvolvimento e na imagem do país.
Em paralelo ao que acontece na alemanha por terras portuguesas temos a geração do 25 de Abril. Esta ao contrário da alemã não se preocupa com a evolução do país (é claro que conseguimos sempre encontrar algumas excepções à regra) e apenas quer é encher o seu bolso. Os diversos processos judiciais em que se encontram políticos envolvidos são exemplo disso mesmo, assim como a candidatura de Mário Soares à presidência da República.
É necessário pensar nas razões para a abstenção ser tão alta, porque se recenseia tão pouca gente, etc. Com tanta falta de qualidade política é necessário muita imaginação para votar. Repare-se por exemplo na ascenção meteórica do Bloco de Esquerda, um partido que apenas sabe criticar (leia-se mandar abaixo) quem está no governo e não propõe soluções viáveis para os problemas que levanta.
É necessário pensar a política em Portugal. É imperioso pensar no futuro do nosso país.

Comentários:

Discordo que o problema da abstenção é da classe política que temos. A abstenção é porque as pessoas são comodistas e não se aprecebem da importância de cumprir os seus deveres. A classe politica que temos (que no geral não acho que seja assim tão má) é que é o reflexo da vontade das pessoas.  

Do meu ponto de vista acho que os políticos estão muito apegados aos seus cargos (quantos presidentes de câmara já o são há mais de 10 anos? Há quanto tempo vemos o Mário Soares na TV?). Não desenvolvem grande obra pela população e, na sua grande maioria, não dignificam nem o país nem a classe que representam. A população acaba por classificá-los com um rotundo "são todos iguais, independentemente do partido...".
Se os políticos fossem mais interventivos e mais dedicados às populações talvez valesse a pena perder um pouco do comodismo e ir até às urnas votar.  
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